QUARTO DO BEBÊ

Assinado por Cris Passos

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Mais um quarto repleto de significado por aqui! Nesse ambiente, a criança pode desenvolver autonomia e liberdade com segurança, uma vez que metodologia montessoriana foi a inspiração da arquiteta Cris Passos para projetar o quarto do bebê, que, em seus 14m2, ganhou cores cheias de personalidade e com proposta unissex.

 

O método de Maria Montessori é, hoje em dia, muito difundido e sua essência já é amplamente conhecida. Porém, vemos muitos “quartos montessorianos” que se denominam como tal, apenas por ter a caminha no chão. O que poucos sabem é que muitos outros elementos podem ser inseridos para que o ambiente esteja alinhado com a teoria como, por exemplo, não ter um trocador alto ou uma poltrona de amamentação.

 

De acordo com Montessori, o ambiente em que a criança vive deve promover a autonomia com segurança e aprendizagem por meio da autodescoberta, sendo o adulto apenas um facilitador, fazendo a ponte entre a criança e a descoberta. Por isso, o espaço precisa ser rico em estímulos que estejam na altura de seus olhos, ao alcance de suas mãos, para que despertem o interesse para a atividade e convidem a criança a conduzir suas próprias experiências.

 

Quer um exemplo bacana? As trocas de fralda são feitas no chão ou sobre a caminha, o que não oferece risco de queda para o bebê, fato que, infelizmente, muito acontece. As mamadas também podem ocorrer na caminha, principalmente à noite, pois quando o bebê adormece e é tirado do peito, as chances de despertá-lo diminuem.

 

Ao lado da caminha, uma tenda sobre um pufe forma um cantinho aconchegante e cheio de afeto para o famoso contar de histórias – ou até mesmo para amamentar e fazer proporcionar brincadeiras e estímulos com as mãos, com as expressões faciais, com suaves canções… 

 

Pendurado na parte interna da tenda, um móbile de bolinhas de feltro coloridas chama a atenção e desperta a percepção do bebê para as diferentes cores e movimentos - o mesmo acontece com a guirlanda de gotinhas de feltro pendurada na caminha-casinha.

 

No centro do quarto, a ideia é possibilitar que o bebê explore livremente seus movimentos no chão, tão importante nessa etapa. O chão é um grande facilitador para desenvolver sua percepção de espaço, sua musculatura, sua cervical e sua coordenação. Por isso, o projeto traz um tapete em PVC para garantir conforto térmico junto ao tapete acolchoado em forma de estrela, esse para oferecer uma superfície macia e segura para absorver possíveis impactos. Sobre o tapete acolchoado, o móbile de chão é uma verdadeira academia para o bebê, cheio de estímulos  perceptivos (cores, formas e distância), sensoriais (texturas, temperaturas e sons) e motores (movimento dos olhos e braços).

 

Desse lugar, quando conseguir se virar e levantar a cabeça, poderá se ver no espelho e descobrir esse objeto tão curioso e divertido! Em um primeiro momento, ele pensa que aquele ser que está a sua frente é outra criança – e até chega a esticar os bracinhos para encostar no outro, é muito lindo isso! Poucos meses depois, ele começa a querer se levantar e, então, treinar seus primeiros passinhos.

 

A barra de apoio que está junto ao espelho favorece esse desenvolvimento motor, fortalecendo a musculatura de todo seu corpinho. E, poder ver no espelho esses novos movimentos é fantástico e revelador. Por volta de 1 ano, 1 ano e meio, ele começa a perceber que ele é aquele outro. É o período do reconhecimento do eu. Ah...e aí chega a hora de fazer caretas, diferentes movimentos e entender que o espelho reflete o seu próprio movimento. Por isso, é mesmo um item muito importante para esse reconhecimento do eu, percepção do outro e aprendizagem corporal, experimentando movimentos e fazendo muitas sapequices. 

 

 

Com seus passinhos ainda desequilibrados, ele consegue acessar mais facilmente os livrinhos que estão no porta-livros, os brinquedos que estão no cesto de crochê, nos caixotes de madeira e na estante baixinha.  Um cabideiro fixado à parede próximo ao chão também faz com que ele alcance outros pertences, como sua mochilinha ou uma roupinha que chame sua atenção.

 

A medida que for crescendo, sua altura poderá ser registrada na régua de crescimento, um “objeto-brinquedo” que leva a criança à compreensão do seu desenvolvimento no tempo e no espaço em que vive, a adquirir a noção do tamanho do seu corpo com relação a sua idade e a entender as diferenças de altura com relação a si e ao outro. Dá para acreditar? Ele realmente desenvolve as noções de tamanho (maior e menor) por meio das experiências concretas e corporais, o que ajuda no seu desenvolvimento cognitivo e intelectual. 

 

Tem mais, tem muito mais! Uma plaquinha com o abecedário também é um estímulo interessante neste ambiente. Mesmo que a criança ainda não seja alfabetizada, essa imagem estimula a sua memória visual. A intenção da plaquinha não é alfabetizá-la, mas sim ajudá-la a reconhecer as letras quando for apresentada a esses elementos, na idade certa, o que acontece por volta dos 6-7 anos.

 

É um quarto recheado de móveis e objetos que permitem a criança chegar, gradativamente e no seu ritmo, à conquista de novos conhecimentos. Um ambiente que desenvolve o potencial criativo, a independência e a confiança em si mesmo desde a primeira etapa da primeira infância, através da aprendizagem pelos sentidos e pelo movimento.

 

Um espaço real, com propostas concretas e um apelo lúdico indubitavelmente incrível.

 

Vídeo produzido por Bárbara Baptista - @arq.barbarabaptista

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